ABRIL DESPEDAÇADO

E A VILA ISABEL INCORPORADA DE MAÍRA CHORA DEPOIS DE MADUREIRA

E OS BAMBAS NÃO PARAM DE CHEGAR NA RODA DE SAMBA DO CÉU...

 

Certo dia, em meados dos anos 90, o Mestre Guilherme de Brito foi homenageado na UERJ, onde eu enganava a mim e aos outros que seria, em breve, um cientista econômico. Nesta época, eu estava muito interessado em estudar as mesas de bilhar de Vila Isabel e, obviamente, matei aula neste dia e perdi a homenagem.

No dia seguinte, meus fiéis amigos sociólogos Mazzy e Luís Fernando me informaram do fato e, percebendo meu desalento, acompanharam-me ao antigo "Casa da Mãe Joana" em São Cristóvão, onde ele seria novamente homenageado.

Feliz da vida, observei o Mestre cumprimentar cada um dos presentes e ser reverenciado por meus amigos, que fizeram questão de dizer que também estiveram presentes na UERJ. Cansado das bajulações, ele se livrou dos dois e veio até mim já bradando, antes que pudesse parabenizá-lo: 

_Você não foi à UERJ?

Permaneci calado de tanta vergonha enquanto os dois pastéis sociólogos se esvaiam de rir da minha cara. O mestre sorriu e agradeceu minha presença dizendo:

_Não tem problema, já estou satisfeito só de vocês me conhecerem.

Anos mais tarde, quando o Candongueiro ainda era uma roda de samba, o Mestre seria o artista da noite. Cheguei cedo para pegar uma boa mesa e me acomodei com dois casais de amigos a espera do show. O Mestre chegou cedo, como era de seu costume, acompanhado de sua esposa. A roda que tocava um choro parou de pronto e todo Candongueiro aplaudiu sua chegada. O Mestre então, se dirigiu à minha mesa e estendeu a mão para me cumprimentar. Levantei-me, apertei-lhe a mão e Ele, com um enorme sorriso, falou-me no ouvido:

_Hoje você veio! 

E eu calado de emoção o acompanhei com os olhos enquanto ele seguia até a roda, acenando para os demais figurantes daquela noite.

Será que o Mestre desencarnou pensando que o  fã gordinho era mudo?

Escrito por Socador às 11h18
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m torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."

Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

Escrito por Socador às 07h17
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