Arthur Dapieve (O Globo, 08/07/2005)


Linguagem corporal

Quando, aos 18 minutos do segundo tempo, Adriano cabeceou forte, para
baixo, e apagou de vez o goleiro Lux, fez-se a luz na minha cabeça. Tanto quanto o àquela
altura 4 a 0, tanto quanto o olé de 20 passes ou um minuto e seis segundos de posse de
bola brasileira, que resultou no antológico quarto gol, imaginei que a Argentina
deveria estar se sentindo humilhada porque, de quebra, tomava o chocolate de uma
equipe formada majoritariamente por negros. Logo os argentinos, tadinhos, que volta e meia
nos atiram bananas e nos chamam de macaquitos . Naquele instante, gritei um
?Brasi-il-il-il!? digno de Edmo Zarife.
Depois do apito final, conforme Ronaldinho Gaúcho comandava titulares e
reservas numa batucada em pleno gramado, à espera da taça, diante da cara de tacho de
nossos hermanos, me toquei de que a goleada tinha um significado simbólico extra. Dera-se
na Alemanha, país onde há não muito tempo (o que são sessenta, setenta anos na
História?) engendrou-se a mais requintada e terrível forma de racismo, o nazismo. E lá
estavam os nossos garotos, ?quase brancos, quase pretos?, dando a volta olímpica em
Frankfurt.
Pensei em Jesse Owens. Em 1936, Hitler promoveu em Berlim uma Olimpíada
planejada para comprovar a superioridade ariana sobre as outras raças. Só se esqueceu de
combinar com o negro americano, filho de colhedor de algodão, neto de escravos. Owens
bateu quatro recordes olímpicos ? os dos 100m e 200m rasos, do revezamento 4x100m e do
salto em distância ? e levou quatro medalhas de ouro para casa. Nos EUA, porém, ele
continuou
impedido de entrar nos ônibus pela porta da frente e de morar onde
quisesse.
Pensei também num argentino chamado Hugo Valicenti. Ano passado, ele foi o
meu guia na África do Sul. Escolheu o lindo e problemático país do outro lado do
Atlântico para viver em 1976, ano em que os militares derrubaram Isabelita Perón.
Recém-doutorado em micropaleontologia em Londres, achou que iria desaparecer no mar se
voltasse a Buenos Aires. A Petrobras era uma opção de emprego, mas o Brasil participava da
nefanda Operação Condor. Hugo então foi para a Cidade do Cabo, jurando lutar contra
o apartheid.
Em suas quase três décadas de África do Sul, Hugo adotou formalmente um
jovem esquizofrênico negro e chegou a trabalhar na assessoria de imprensa do
Congresso Nacional Africano, partido de Nelson Mandela. Tornou-se guia turístico em
1997. Hoje, está desiludido com o presidente Thabo Mbeki ? cujo vice, Jacob Zuma,
aliás, foi afastado do cargo por corrupção, no mês passado. Em abril de 2004, Hugo me
disse, depois de eu ter posado para fotos nas ruelas coloridas do bairro muçulmano da
Cidade do Cabo: ? Talvez vocês brasileiros não percebam, mas a linguagem corporal de todos
vocês, sejam brancos, amarelos ou, claro, negros é africana. Se descerem do mesmo avião
um japonês de Tóquio e um nissei de São Paulo, na hora eu descubro que um é brasileiro
pela ginga. E você precisa ver os brancos argentinos descendo com aquele passo
apertadinho...
A declaração soou-me como um elogio sincero partido de quem me apresentava
aos garçons de etnia xhosa dos restaurantes como ?o irmão gêmeo branco do Jacob Zuma?.
Afinal, meus alunos dos anos 80 ainda riem quando se lembram que eu dava aula de braços
cruzados, travadão. Hoje, ao menos, libertei o carcamano que há em mim. Bem, desde a
Cidade do Cabo eu tento confirmar, nas ruas daqui e do exterior, o que me disse o
Hugo.
Parece-me evidente que os povos têm, além de idiomas distintos, linguagens
corporais próprias. O mundo também é uma enorme Torre de Babel gestual. Isto explica
parte da esquisitice de ?América?. Não apenas os mexicanos e americanos da novela de
Glória Perez falam um português perfeito como se mexem como brasileiros natos. A
interpretação realista de um estrangeiro teria de passar pela imitação dos seus
trejeitos.
Mais do que a outros povos, talvez se aplique a nós, sobretudo quando temos
uma bola nos pés, o que Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, escreveu, com
beleza poética e acurácia paleantropológica, numa recente edição especial da revista
inglesa ?Mojo?dedicada ao blues, matriz do jazz, do rock, do soul: ?Tudo vem da música
africana, é por isso que é tão excitante. Há algo de primal nela, na qual todos nos
reconhecemos, porque somos todos africanos. Alguns de nós apenas partiram e viraram brancos.?
Minha coluna foi escrita a partir de uma premissa hoje desautorizada pela
ciência: a de que existem raças. Chamo a atenção, entretanto, para dois pontos. Primeiro,
a sua inexistência genética não anula o fato de que física e culturalmente as
pessoas se percebem diferentes, mais claras ou mais escuras, de olhos mais ou menos
puxados, e que só às vezes esta percepção resulta em racismo. Segundo, coincidência ou
não, a existência de raças só foi desmentida pela ciência quando passou a motivar
ações a favor das minorias.
É como no debate sobre as cotas nas universidades: os que falam pela ?raça
negra? são, numa típica inversão ideológica, acusados de fomentar o racismo onde
supostamente ele não existiria. O conceito imaginário de raça não interessa mais à ?raça
branca?. Seja qual cor declaremos ao IBGE, não podemos ser ingênuos de acreditar numa
ciência imune a injunções temporais, num saber sem história, classe social, religião, sexo
ou, vá lá, raça.

enviado pela Ritinha Villas


Escrito por Socador às 14h01
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POSIÇÃO DO PCB FRENTE À CRISE DO PT
Governo Lula: 
Ou muda agora ou se entrega de vez para a direita! 
O governo Lula, desde o seu início, optou por uma agenda conservadora, de 
continuidade da política neoliberal aplicada no país nos últimos 15 anos. A 
política de juros altos e de obtenção de seguidos superávits primários visa 
a garantir os ganhos do capital financeiro e das camadas de rentistas, dreno 
de dinheiro público maior que qualquer “mensalão”. As anti-reformas da 
previdência, da lei de falência e outras, já aprovadas, e a reforma sindical 
e trabalhista, ora em curso, têm por objetivo retirar direitos e conquistas 
obtidos em décadas de lutas dos trabalhadores brasileiros. A reforma agrária 
patina no “contingenciamento” das verbas no Ministério da Fazenda. O governo 
conseguiu recentemente piorar a proposta de reforma universitária, que já 
era atrasada. 
Com esta agenda, de continuísmo da hegemonia neoliberal, o governo petista 
não poderia construir outra base de sustentação parlamentar e 
institucional... 
A opção por uma relação fisiológica com o Congresso Nacional tornou Lula e o 
PT reféns de gente acostumada ao saque do Estado e que vê a política como 
negócio. Porém, a atual crise política não advém, apenas, das denúncias do 
indefectível Roberto Jefferson, chefe da “tropa de choque” de Collor, 
convertido em aliado preferencial de Lula. A persistência do objetivo de 
garantir o serviço da dívida e, com isso, assegurar a rentabilidade do 
capital financeiro nacional e internacional, travou o crescimento econômico 
e a geração de empregos. Todas as medidas de política social, em si 
insuficientes em ação e concepção, foram anuladas pela política econômica... 
Os comunistas sempre tiveram clareza das limitações do PT e de partidos com 
corte social-democratas. A social-democracia, nos governos que assumiu em 
diversos países, tem repetido as políticas neoliberais, com a desmontagem 
das redes de proteção social... 
O desgaste de Lula não pode servir de pretexto para o fortalecimento do PSDB 
e do PFL. A crise brasileira faz parte de uma crise mais geral, onde o 
receituário neoliberal não consegue resolver as vicissitudes do capitalismo. 
Portanto, PSDB e PFL não foram e não serão melhores que o governo Lula. Os 
dois principais partidos de sustentação de FHC querem um governo fraco, mas 
que mantenha a política econômica. Tanto que a crise não assustou o 
 “mercado”. Não é coincidência que o alvo seja Dirceu, centro da articulação 
política do PT e do governo. 
Para a representação direta da burguesia não interessa golpe ou ruptura 
institucional, e sim uma vitória eleitoral sobre os escombros da era Lula. 
Não compartilhamos da opinião de alguns setores progressistas que tentam 
mascarar a realidade e provocar uma solidariedade artificial ao governo 
acenando com o fantasma de um golpe contra as instituições democráticas, que 
não enxergamos no horizonte. Alguns chegam a mistificar, para maquiar o 
governo Lula, fazendo comparações absurdas com momentos históricos que não 
têm qualquer relação com a nossa conjuntura, como os casos de Jango e 
Allende. Isso não passa de uma chantagem, expressa na falsa dicotomia “ou 
Lula ou a direita”, como se não houvesse condições de criarmos uma 
alternativa à esquerda. 
A reação de Lula à crise tende a ser o aprofundamento de sua atual política, 
distanciando-se cada vez mais de qualquer mudança. Lula procura trocar o PTB 
e o PL pelo PMDB (“o seis por meia dúzia”), acenando para este último com 
mais e melhores ministérios e cargos, repetindo os velhos vícios da política 
brasileira. Palocci propõe retirar verbas da saúde e da educação, via 
desvinculação do orçamento, e pagar juros criando um tal “superávit nominal” 
. A recomposição do governo visaria à manutenção da hegemonia neoliberal. 
A reversão desta tendência natural de Lula aprofundar sua opção conservadora 
só tem alguma possibilidade se um amplo movimento de massas empurrar o 
governo para a esquerda, exigindo dele que assuma as mudanças prometidas em 
sua plataforma eleitoral. 
Apesar de o PCB já haver rompido com o governo Lula, em março deste ano 
(antes das atuais denúncias), colocando-se em oposição a ele, e do nosso 
ceticismo com relação às possibilidades da iniciativa, somaremos nossos 
esforços às manifestações por mudanças que venham a ser convocadas, 
inclusive pelas entidades populares que assinam a chamada “Carta ao Povo 
Brasileiro”. Todavia, não baixaremos o tom de nossas críticas ao governo 
Lula, sem nos confundirmos com a oposição burguesa, que deve ser denunciada 
como responsável pelo aprofundamento da recessão e da corrupção, marcas do 
governo FHC. 
Para que um governo assuma compromisso com as mudanças, deverão ser adotadas 
as seguintes medidas: 
· Substituição da equipe econômica, começando por Palocci e Meireles. 
Ruptura com os pressupostos do FMI, dando um basta à escalada dos juros e à 
política de superávits primários. Suspensão dos pagamentos da dívida externa 
e reestruturação da dívida interna; 
· Formação de um governo de ampla coalizão progressista, com a 
governabilidade assentada na mobilização popular; 
· Reforma agrária já, com pagamento de indenizações com títulos da dívida 
agrária; 
· Política emergencial de empregos, com criação de frentes de trabalho e 
realização de obras de infra-estrutura, saneamento e habitação; 
· Redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; 
· Suspensão imediata da reforma sindical e trabalhista, para possibilitar um 
amplo debate a respeito; 
· Reforma política centrada em mecanismos de democracia direta; 
· Amplo controle social sobre todos os órgãos governamentais e as empresas 
estatais; 
· Política externa voltada para os países subdesenvolvidos e em 
desenvolvimento; saída imediata das tropas brasileiras do Haiti; 
solidariedade a Cuba, ao Iraque, à Palestina e aos demais países e povos 
ameaçados pelo imperialismo. 
Sem deixar de registrar que, no capitalismo, a corrupção é sistêmica, 
compartilhamos a exigência de que as atuais denúncias sejam investigadas, 
doa a quem doer, sem conciliação de qualquer espécie, inclusive com relação 
a algumas figuras do governo ou do PT que eventualmente estejam envolvidas, 
como aparentam os indícios, confirmando o ditado popular, segundo o qual 
“quem com os porcos anda, farelos come”. 
Finalmente, o PCB conclama a construção de uma frente política, composta por 
partidos e movimentos sociais, como alternativa à social-democracia e à 
representação burguesa direta. Deste Bloco deverão fazer parte as forças que 
pugnam pelas verdadeiras mudanças. Essas forças devem atuar no plano do 
movimento de massas e no plano institucional, constituindo-se numa real 
alternativa de poder. 
São Paulo, 19 de junho de 2005 
COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL DO PCB 

Escrito por Socador às 08h37
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"DECLARAÇÃO À MILITÂNCIA: EM DEFESA DOS VALORES DO PT"

1 - O PT enfrenta, hoje, a maior crise de sua história. Seus militantes, filiados e simpatizantes estão perplexos. Inconformados com a dilapidação do patrimônio político e ético do partido, exigem dos seus dirigentes explicações, providências e novos rumos, já. Esta crise deriva de alianças políticas com partidos ideologicamente conservadores e de viés fisiológico, e de uma visão de gestão administrativa onde a barganha política sufoca o compromisso com a moralidade pública. A crise de destino do PT vem também por render-se, no governo federal, a uma política econômica ultra-ortodoxa e essencialmente continuísta, refém do capital financeiro, que não alavanca a prometida retomada do crescimento econômico com justiça social, o que contraria o programa proposto no último Encontro Nacional do PT. Aliás, o prefácio do estatuto do partido afirma que "o Brasil precisa de uma revolução ética, de outro modelo econômico e de reformas sociais e políticas que distribuam a renda, a terra e a riqueza".

2 - Esta crise, que também é desafio de superação, leva à quebra do ânimo militante - marca registrada do petismo - e produz o gravíssimo desgaste da imagem do partido como instrumento de transformação social e ética na política. Este patrimônio, que sempre cimentou nossas práticas de governos transparentes e participativos, está ameaçado por denúncias e depoimentos contraditórios no Conselho de Ética da Câmara Federal e na CPMI dos Correios, veiculados amplamente pela mídia nacional sem terem uma resposta contundente por parte da direção nacional do PT.

3 - Os conservadores de todos os matizes - da direita mais reacionária aos neoliberais modernos - operam intensamente por sua volta ao poder, do qual nunca se afastaram totalmente. Mas inferir daí "movimentos conspiratórios e golpistas" não ajuda a enfrentar os problemas que, em boa parte, nós mesmos criamos. Fazer o jogo da oposição é adotar seus procedimentos, inclusive de tentar inviabilizar CPIs, "blindar" correligionários e apostar exclusivamente nos métodos convencionais de governabilidade, abandonando os elos vivificadores com movimentos e organizações da sociedade.

4 - O governo Lula, neste ano e meio que tem pela frente, precisa produzir um choque ético-político. Deve requalificar sua base de apoio parlamentar, eliminando qualquer acordo baseado em troca de votos por cargos ou liberação de emendas parlamentares. A simples incorporação ao governo de Ministros do pedaço do PMDB comandado pelos senadores Renan Calheiros e José Sarney, "despetizando" a administração, nada agregará. A governabilidade de um governo de esquerda se sustenta, fundamentalmente, em seu programa de mudanças e no apoio dos movimentos populares. A Lei de Diretrizes Orçamentárias deve sinalizar a vontade de implementar a necessária inflexão na política econômica, com retomada da queda dos juros, redução do superávit primário e descontigenciamento de recursos públicos. A cortejada proposta de "déficit zero" capitaneada por Delfim Netto, czar da economia na ditadura militar, com aperto fiscal ainda maior e duplicação de cortes orçamentários, vai na contra-mão da rota mudancista.

5 - A sociedade clama por uma luta sem fronteiras contra a corrupção, "não deixando pedra sobre pedra" nas urgentes apurações, e o Congresso Nacional deve contribuir com o competente trabalho da Polícia Federal, da Controladoraia Geral da União e do Ministério Público. Nesta linha, Ministros acusados de ilícitos pela Procuradoria Geral da República, que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal, já deveriam ter sido afastados há muito tempo.

6 - Além da redução dos cargos comissionados, indicamos a priorização, para o seu preenchimento, de servidores de carreira, com competência técnica, reputação ilibada e, sem dúvida, compromisso com as diretrizes de governo. É também imperioso o estabelecimento de fronteiras entre partido e governo, evitando que dirigentes partidários sem funções oficiais façam negociações envolvendo a administração federal. Esta falta de limites claros sempre possibilita a mistura nefasta de interesses públicos e privados e compromete a necessária autonomia partidária.

7 - A retomada da iniciativa tem que se dar também no Congresso Nacional. Que haja, afinal, empenho na Reforma Política, popularizando seus temas, com ênfase no financiamento público exclusivo das campanhas e na fidelidade partidária. Que todos os detentores de cargos eletivos tenham seus sigilos fiscal e bancário abertos durante o exercício dos mandatos, e que também não possam obter, neste período, concessões para exploração de emissoras de rádio e televisão. Além do mais, é fundamental a regulamentação dos mecanismos de democracia direta previstos em nossa Constituição, para se garantir a mais ampla participação popular nos rumos do Governo.

8 - Face à crise de legitimidade e credibilidade que atinge membros da Direção Nacional do Partido, propomos a recomposição da Executiva, sem a presença de todos os dirigentes acusados - que devem dedicar-se à sua defesa - e presidida por quem tenha autoridade moral e isenção política para conduzir o PT até às eleições internas, em setembro. Esta direção provisória precisa restabelecer a democracia interna, estimulando a participação da militância e garantindo total transparência, com a formação de uma Comissão de Sindicância que realize ampla auditoria nas contas partidárias e apure eventuais responsabilidades de dirigentes em relação às denúncias, que devem também ser objeto de Comissão de Ética Interna.

9 - Sem estas iniciativas básicas e urgentes, o governo e o PT, partido político cuja maioria da Direção Nacional vem conflitando com seu programa e estatuto, correm sérios riscos. Mas o abafamento da esperança e o crescente desencanto afetará sobretudo a própria República, que não existe sem cidadania ativa. É agora, ou teremos transformado em fracasso político e ético a chance histórica que 53 milhões de brasileiro(a)s nos concederam.

10 - Por isso, conclamamos a militância petista - nosso patrimônio maior - a fazer do momento das eleições internas (PED) a oportunidade para substituir a atual direção partidária, responsável maior pela crise em que se encontra o nosso partido. E para garantir a eleição de companheiro(a)s comprometido(a)s com o resgate da credibilidade de um partido que ainda se reivindique ético, militante, democrático e socialista.

Brasília, 05 de julho de 2005

Deputados:(a)sAntônio Carlos Biscaia (RJ), André Costa (RJ), Chico Alencar (RJ), Drª Clair (PR), Dr. Rosinha (PR), Gilmar Machado (MG), Iara Bernardi (SP), Guilherme Menezes (BA), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), João Grandão (MS), Luiz Alberto (BA), Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Nazareno Fonteles (PI), Orlando Desconsi(RS), Orlando Fantazinni (SP), Paulo Rubem (PE), Tarcísio Zimmermann (RS), Walter Pinheiro (BA), Zico Bronzeado (AC)"


Escrito por Socador às 16h52
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Nós, comunistas, também podemos comemorar o dia 4 de julho. Acontece que é aniversário da minha TIABIA predileta. Sendo assim, resolvi homenageá-la com esta linda imagem que nos remete a eras gloriosas.

O melhor time do mundo de todos os tempos.

Escrito por Socador às 16h44
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